App próprio sem loja de aplicativo: o que é um PWA, em português
O que é um aplicativo instalado pelo navegador, o que ele faz e o que não faz, e por que ele pode ser suficiente pra loja de bairro.
Por Victor Dias · App, PWA, Canal próprio, Tecnologia
Alguém já te ofereceu "o aplicativo da sua loja na App Store e no Google Play". O preço assustou, ou o prazo, ou a ideia de pedir pro cliente baixar mais um app. E você ficou com a impressão de que app próprio é coisa de rede grande.
Existe um caminho do meio que a maioria dos donos de loja não conhece pelo nome: o PWA. A sigla é em inglês (Progressive Web App) e não ajuda ninguém. Em português: um site que se instala no celular como se fosse aplicativo, com ícone na tela inicial, abrindo em tela cheia, sem passar por loja de aplicativo. Este texto explica o que isso é, o que faz, o que não faz, e quando basta.
O que o cliente vê
O cliente abre o link do seu cardápio no navegador do celular. O navegador oferece "adicionar à tela inicial" (ou você mostra um aviso ensinando). Ele toca, e aparece um ícone com o seu nome e a sua marca, igual a qualquer outro app. Da próxima vez, ele toca no ícone e o cardápio abre direto, em tela cheia, sem barra de endereço.
Pra quem usa, a diferença de um app "de verdade" é quase invisível. A diferença pra você é enorme: não tem loja, não tem aprovação de ninguém, não tem atualização pro cliente baixar. Mudou o cardápio? Na próxima vez que o cliente abrir, já está o novo.
Quem quiser os detalhes técnicos encontra na documentação da Mozilla sobre PWA, que é pública e em português. Não precisa ler pra entender o resto deste texto.
O que ele faz bem
- Ícone com a sua marca na tela inicial. O cliente te vê toda vez que destrava o celular. É propaganda que não custa nada por dia.
- Abre direto no seu cardápio. Sem buscar no navegador, sem procurar a conversa no WhatsApp, sem passar pelo aplicativo de entrega.
- Funciona em Android e iPhone pelo navegador, sem precisar de duas versões.
- Atualiza sozinho. O que você muda no cardápio aparece quando o cliente abre de novo, sem ele baixar nada.
- Não ocupa quase nada no celular. Pro cliente, isso tira a desculpa do "não tenho espaço pra mais app".
O que ele não faz (ou não dá pra garantir)
Honestidade aqui evita decepção depois:
- Não aparece na App Store nem no Google Play. Se pra você "ter app" significa aparecer na busca da loja, o PWA não resolve isso. Pense em como o seu cliente te acha hoje: Google, Instagram, WhatsApp, indicação. Dificilmente é abrindo a loja de apps.
- A instalação depende do navegador. No Android, o Chrome costuma oferecer a instalação sozinho. No iPhone, o cliente precisa tocar em "compartilhar" e depois em "adicionar à Tela de Início", e isso muda de versão pra versão. Vale ter uma instrução de uma linha pra ensinar.
- Não conte com funcionar sem internet. Alguns abrem sem internet mostrando o que o cliente viu da última vez, mas pedido precisa de internet de qualquer jeito. Não prometa ao cliente o que depende do sinal dele.
- Notificação no celular não é garantida. Depende do sistema e do navegador. Se alguém te vender PWA prometendo "notificação igual app", pergunte em qual aparelho testaram.
Quando o PWA basta
Pra uma loja de bairro, ele basta quando o objetivo do app é:
- Ter um canal próprio, com a sua marca, onde o cliente pede sem comissão de aplicativo de entrega.
- Ficar na tela do celular de quem já é cliente, pra ser lembrado.
- Mudar cardápio e preço sem depender de ninguém.
E provavelmente não basta se você precisa de algo que só app de loja faz, como usar a câmera, o Bluetooth ou o GPS do celular de um jeito específico, ou se pra você o que importa é aparecer na busca da loja de apps. Isso é raro em loja de bairro, e costuma vir depois, quando o seu cardápio já estiver vendendo pelo link.
Como fazer o cliente instalar
Nenhum cliente instala sozinho. Ele instala quando alguém pede, na hora certa:
- No fim do pedido: "Quer pedir mais rápido da próxima vez? Salva o cardápio na tela do celular." Uma frase, e o passo a passo logo embaixo, um pra Android e um pra iPhone.
- Na sacola: um cartão com o link e o passo a passo em duas linhas: uma pra Android, uma pra iPhone.
- No balcão: quem retira no balcão pode ser convidado pessoalmente. "A gente tem um app, quer que eu te mostre como instala? É rapidinho."
Anote quantas vezes você ofereceu e quantos aceitaram na sua frente. É conta de papel, mas mostra se o convite está funcionando.
Faça hoje: se você já tem um link de cardápio, abra no seu celular e tente adicionar à tela inicial. Veja como fica o ícone, o nome, se abre em tela cheia. Se ficou feio ou não funcionou, você já sabe o que pedir pra quem fez o link. Se não tem link ainda, escreva em um papel o que o seu app precisaria fazer de verdade (pedir, mostrar o cardápio, lembrar o cliente) e risque o que é "seria legal". O que sobrar é o que o PWA precisa fazer.
Como isso vira sistema
No Apol Food, o App do cliente é exatamente isso: o seu cardápio instalado pelo navegador, com o ícone do Apol Food na tela inicial, sem App Store nem Google Play. Com o seu nome e o seu ícone, é o sob medida. O cliente abre, escolhe, pede e acompanha o andamento do pedido. E volta direto pra você, sem passar por ninguém. Ele usa o mesmo Catálogo do link, então o que você muda num lugar aparece nos dois. Dizemos o que ele é e o que ele não é: instala conforme o navegador do cliente, e não prometemos funcionar sem internet nem mandar notificação. Se um dia isso entrar, você vai saber antes.
Se você quer o seu cardápio na tela inicial do celular do seu cliente, é só pedir na página de contratação, aqui no site.