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<title>Blog · Apol Food</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/</link>
<description>Dicas pra restaurante e delivery: cardápio, pedidos, cozinha, WhatsApp e os números da semana.</description>
<language>pt-BR</language>
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<lastBuildDate>Thu, 19 Nov 2026 12:00:00 GMT</lastBuildDate>
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<title>App próprio sem loja de aplicativo: o que é um PWA, em português</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/app-proprio-sem-loja-de-aplicativo-pwa/</link>
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<pubDate>Thu, 19 Nov 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Victor Dias</dc:creator>
<category>app</category>
<category>pwa</category>
<category>canal-proprio</category>
<category>tecnologia</category>
<description>O que é um aplicativo instalado pelo navegador, o que ele faz e o que não faz, e por que ele pode ser suficiente pra loja de bairro.</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém já te ofereceu &quot;o aplicativo da sua loja na App Store e no Google Play&quot;. O preço assustou, ou o prazo, ou a ideia de pedir pro cliente baixar mais um app. E você ficou com a impressão de que app próprio é coisa de rede grande.</p>
<p>Existe um caminho do meio que a maioria dos donos de loja não conhece pelo nome: o PWA. A sigla é em inglês (Progressive Web App) e não ajuda ninguém. Em português: <strong>um site que se instala no celular como se fosse aplicativo</strong>, com ícone na tela inicial, abrindo em tela cheia, sem passar por loja de aplicativo. Este texto explica o que isso é, o que faz, o que não faz, e quando basta.</p>
<h2 id="o-que-o-cliente-ve">O que o cliente vê</h2>
<p>O cliente abre o link do seu cardápio no navegador do celular. O navegador oferece &quot;adicionar à tela inicial&quot; (ou você mostra um aviso ensinando). Ele toca, e aparece um ícone com o seu nome e a sua marca, igual a qualquer outro app. Da próxima vez, ele toca no ícone e o cardápio abre direto, em tela cheia, sem barra de endereço.</p>
<p>Pra quem usa, a diferença de um app &quot;de verdade&quot; é quase invisível. A diferença pra você é enorme: não tem loja, não tem aprovação de ninguém, não tem atualização pro cliente baixar. Mudou o cardápio? Na próxima vez que o cliente abrir, já está o novo.</p>
<p>Quem quiser os detalhes técnicos encontra na <a href="https://developer.mozilla.org/pt-BR/docs/Web/Progressive_web_apps" target="_blank" rel="noopener noreferrer">documentação da Mozilla sobre PWA</a>, que é pública e em português. Não precisa ler pra entender o resto deste texto.</p>
<h2 id="o-que-ele-faz-bem">O que ele faz bem</h2>
<ul><li><strong>Ícone com a sua marca na tela inicial.</strong> O cliente te vê toda vez que destrava o celular. É propaganda que não custa nada por dia.</li><li><strong>Abre direto no seu cardápio.</strong> Sem buscar no navegador, sem procurar a conversa no WhatsApp, sem passar pelo aplicativo de entrega.</li><li><strong>Funciona em Android e iPhone</strong> pelo navegador, sem precisar de duas versões.</li><li><strong>Atualiza sozinho.</strong> O que você muda no cardápio aparece quando o cliente abre de novo, sem ele baixar nada.</li><li><strong>Não ocupa quase nada</strong> no celular. Pro cliente, isso tira a desculpa do &quot;não tenho espaço pra mais app&quot;.</li></ul>
<h2 id="o-que-ele-nao-faz-ou-nao-da-pra-garantir">O que ele não faz (ou não dá pra garantir)</h2>
<p>Honestidade aqui evita decepção depois:</p>
<ul><li><strong>Não aparece na App Store nem no Google Play.</strong> Se pra você &quot;ter app&quot; significa aparecer na busca da loja, o PWA não resolve isso. Pense em como o seu cliente te acha hoje: Google, Instagram, WhatsApp, indicação. Dificilmente é abrindo a loja de apps.</li><li><strong>A instalação depende do navegador.</strong> No Android, o Chrome costuma oferecer a instalação sozinho. No iPhone, o cliente precisa tocar em &quot;compartilhar&quot; e depois em &quot;adicionar à Tela de Início&quot;, e isso muda de versão pra versão. Vale ter uma instrução de uma linha pra ensinar.</li><li><strong>Não conte com funcionar sem internet.</strong> Alguns abrem sem internet mostrando o que o cliente viu da última vez, mas pedido precisa de internet de qualquer jeito. Não prometa ao cliente o que depende do sinal dele.</li><li><strong>Notificação no celular não é garantida.</strong> Depende do sistema e do navegador. Se alguém te vender PWA prometendo &quot;notificação igual app&quot;, pergunte em qual aparelho testaram.</li></ul>
<h2 id="quando-o-pwa-basta">Quando o PWA basta</h2>
<p>Pra uma loja de bairro, ele basta quando o objetivo do app é:</p>
<ol><li>Ter um canal próprio, com a sua marca, onde o cliente pede sem comissão de aplicativo de entrega.</li><li>Ficar na tela do celular de quem já é cliente, pra ser lembrado.</li><li>Mudar cardápio e preço sem depender de ninguém.</li></ol>
<p>E provavelmente não basta se você precisa de algo que só app de loja faz, como usar a câmera, o Bluetooth ou o GPS do celular de um jeito específico, ou se pra você o que importa é aparecer na busca da loja de apps. Isso é raro em loja de bairro, e costuma vir depois, quando o seu cardápio já estiver vendendo pelo link.</p>
<h2 id="como-fazer-o-cliente-instalar">Como fazer o cliente instalar</h2>
<p>Nenhum cliente instala sozinho. Ele instala quando alguém pede, na hora certa:</p>
<ul><li><strong>No fim do pedido:</strong> &quot;Quer pedir mais rápido da próxima vez? Salva o cardápio na tela do celular.&quot; Uma frase, e o passo a passo logo embaixo, um pra Android e um pra iPhone.</li><li><strong>Na sacola:</strong> um cartão com o link e o passo a passo em duas linhas: uma pra Android, uma pra iPhone.</li><li><strong>No balcão:</strong> quem retira no balcão pode ser convidado pessoalmente. &quot;A gente tem um app, quer que eu te mostre como instala? É rapidinho.&quot;</li></ul>
<p>Anote quantas vezes você ofereceu e quantos aceitaram na sua frente. É conta de papel, mas mostra se o convite está funcionando.</p>
<blockquote class="faca-hoje"><p><strong>Faça hoje:</strong> se você já tem um link de cardápio, abra no seu celular e tente adicionar à tela inicial. Veja como fica o ícone, o nome, se abre em tela cheia. Se ficou feio ou não funcionou, você já sabe o que pedir pra quem fez o link. Se não tem link ainda, escreva em um papel o que o seu app precisaria fazer de verdade (pedir, mostrar o cardápio, lembrar o cliente) e risque o que é &quot;seria legal&quot;. O que sobrar é o que o PWA precisa fazer.</p></blockquote>
<h2 id="como-isso-vira-sistema">Como isso vira sistema</h2>
<p>No Apol Food, o App do cliente é exatamente isso: o seu cardápio instalado pelo navegador, com o ícone do Apol Food na tela inicial, sem App Store nem Google Play. Com o seu nome e o seu ícone, é o sob medida. O cliente abre, escolhe, pede e acompanha o andamento do pedido. E volta direto pra você, sem passar por ninguém. Ele usa o mesmo Catálogo do link, então o que você muda num lugar aparece nos dois. Dizemos o que ele é e o que ele não é: instala conforme o navegador do cliente, e não prometemos funcionar sem internet nem mandar notificação. Se um dia isso entrar, você vai saber antes.</p>
<p>Se você quer o seu cardápio na tela inicial do celular do seu cliente, é só pedir na página de contratação, aqui no site.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>O que olhar no resumo da semana: três números que bastam</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/resumo-da-semana-tres-numeros/</link>
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<pubDate>Tue, 17 Nov 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Victor Dias</dc:creator>
<category>gestao</category>
<category>numeros</category>
<category>resultados</category>
<description>Vendas, ticket médio e clientes que voltaram: os três números que dizem como foi a semana da sua loja, e como calcular cada um à mão.</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo à noite você sabe que a semana foi &quot;boa&quot; ou &quot;fraca&quot; pela sensação: a cozinha correu, o caixa pareceu cheio, ou o contrário. Mas sensação não diz se a semana foi melhor que a anterior, nem por quê. E é o &quot;por quê&quot; que permite repetir o que deu certo.</p>
<p>Não precisa de relatório de vinte páginas. Precisa de três números, anotados toda semana, no mesmo dia, do mesmo jeito. Com eles você enxerga a direção da loja. Com mais que isso, vira trabalho. E trabalho a mais é o primeiro que a gente larga.</p>
<h2 id="numero-1-quanto-vendeu">Número 1: quanto vendeu</h2>
<p>É o total vendido na semana, somando todos os canais: balcão, WhatsApp, aplicativos de entrega, encomenda. Um número só.</p>
<p>Parece óbvio, e é. O que quase ninguém faz é <strong>comparar com a semana anterior e com a mesma semana do mês passado</strong>. Uma semana sozinha não diz nada; a diferença entre semanas diz tudo. Se caiu, foi um dia específico? Choveu? O aplicativo de entrega caiu? O WhatsApp parou? Se subiu, o que você fez de diferente?</p>
<p>Anote também quantos pedidos foram. Você vai precisar pro próximo número.</p>
<h2 id="numero-2-quanto-cada-pedido-vale-ticket-medio">Número 2: quanto cada pedido vale (ticket médio)</h2>
<p>Ticket médio é o total vendido dividido pelo número de pedidos. Se você vendeu R$ 6.000,00 em 200 pedidos, cada pedido valeu em média R$ 30,00. (Os números são só pra mostrar a conta.)</p>
<p>Esse é o número que mostra se o seu cardápio está trabalhando. Quando o ticket médio sobe, as pessoas estão pedindo mais itens por pedido ou itens mais caros: os combos estão funcionando, a bebida está entrando, a sobremesa está sendo oferecida. Quando cai, quase sempre é uma destas: algo saiu do cardápio, a equipe parou de sugerir, ou entraram muitos pedidos pequenos de um canal só.</p>
<p>Ticket médio também separa dois problemas que parecem iguais. Vendas caíram porque vieram menos pedidos, ou porque cada pedido ficou menor? A resposta leva a ações diferentes: o primeiro é problema de chegar cliente; o segundo é problema de cardápio e atendimento.</p>
<h2 id="numero-3-quantos-clientes-voltaram">Número 3: quantos clientes voltaram</h2>
<p>Dos pedidos da semana, quantos foram de gente que já tinha pedido antes? Conte só os pedidos em que você tem o telefone (WhatsApp, entrega, encomenda); balcão sem cadastro fica de fora, e tudo bem. É o número mais trabalhoso de levantar à mão e o mais importante dos três.</p>
<p>Cliente que volta é o que sustenta uma loja de bairro. Ele já conhece o cardápio, costuma pedir com mais segurança e indica pra quem está perto. Se a sua semana teve cem pedidos e noventa foram de clientes novos, você está se esforçando pra atrair gente que não fica, e aí não adianta vender mais: o balde está furado.</p>
<p>Pra levantar sem sistema, você precisa de uma lista de clientes com telefone e data do último pedido. No fim da semana, pra cada pedido, verifique se o telefone já estava na lista. Dá trabalho; vale a pena pelo menos uma semana por mês, pra ter uma noção.</p>
<p>Com o tempo, acompanhe a proporção: de cada dez pedidos, quantos são de quem voltou? Se ela sobe, você está construindo clientela. Se cai, está só girando.</p>
<h2 id="o-que-fazer-com-os-tres-numeros">O que fazer com os três números</h2>
<p>Coloque os três num quadro, numa folha ou numa planilha, uma linha por semana. Depois de um mês, você tem quatro linhas e já enxerga padrão. Depois de três meses, enxerga pra onde está indo.</p>
<p>Leia os três juntos:</p>
<ul><li><strong>Vendas subiram, ticket igual, mais clientes novos:</strong> chegou gente nova. De onde ela veio? Repita.</li><li><strong>Vendas iguais, ticket subiu, menos pedidos:</strong> cada cliente está gastando mais, mas estão vindo menos. Bom sinal no cardápio, alerta na divulgação.</li><li><strong>Vendas caíram, ticket caiu, mesmos pedidos:</strong> o problema está dentro do pedido. Algo saiu do cardápio? A equipe parou de oferecer a bebida?</li><li><strong>Vendas estáveis, clientes que voltaram subindo:</strong> a clientela está firme. É a semana mais tranquila de todas, mesmo sem recorde.</li></ul>
<p>Cada combinação aponta pra uma ação diferente. Esse é o motivo de olhar os três e não só o primeiro.</p>
<h2 id="o-que-deixar-de-fora-por-enquanto">O que deixar de fora, por enquanto</h2>
<p>Quanto sobra de cada pedido, quanto custa fazer cada item, quanto precisa vender pra pagar as contas, quanto custa cada entrega: tudo isso importa, e entra depois. Mas não comece por aí. Se você tenta acompanhar dez números desde a primeira semana, acompanha nenhum. Os três de cima dizem a direção; os outros dizem a causa, e você só precisa da causa quando a direção preocupa.</p>
<p>Também deixe de fora a nota nos aplicativos de entrega, as curtidas e o número de seguidores. São termômetros, não resultado. Resultado é pedido pago.</p>
<h2 id="mesmo-dia-mesma-hora">Mesmo dia, mesma hora</h2>
<p>O resumo só funciona se for ritual. Escolha um dia e um horário em que a loja está parada (domingo à noite, segunda de manhã) e faça sempre nesse momento. Os dois primeiros números saem em quinze minutos. O terceiro, faça quando der, pelo menos uma vez por mês. Se pular uma semana, a linha fica vazia e você perde a comparação.</p>
<blockquote class="faca-hoje"><p><strong>Faça hoje:</strong> crie uma folha com cinco colunas: semana, total vendido, número de pedidos, ticket médio (total dividido por pedidos) e pedidos de cliente que voltou. Preencha a semana que acabou, mesmo que de memória e por aproximação. Na próxima semana, preencha de novo e compare. A partir daí, a sua loja tem uma linha do tempo.</p></blockquote>
<h2 id="como-isso-vira-sistema">Como isso vira sistema</h2>
<p>No Apol Food, quando os pedidos passam a entrar pelo sistema (pelo cardápio, pelo WhatsApp e pelo balcão lançado pela equipe), a tela Início mostra esses três números prontos: vendas da semana comparadas com a anterior, pedidos, ticket médio e quantos clientes voltaram, em frases simples. O que vende nos aplicativos de entrega você continua somando à mão enquanto a integração, do plano Completo, não estiver homologada; aí a conta fica completa. O módulo Resultados, também do Completo, pode ir além: custos fixos, quanto sobra de cada pedido e quanto precisa vender no mês pra pagar as contas. Mas o hábito de olhar toda semana continua sendo seu; a tela só tira o trabalho de somar.</p>
<p>Se você quer que o resumo da semana apareça pronto toda segunda, a contratação é pelo site.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Clube de fidelidade simples que o cliente entende</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/clube-de-fidelidade-simples/</link>
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<pubDate>Sat, 14 Nov 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Victor Dias</dc:creator>
<category>fidelidade</category>
<category>clientes</category>
<category>recorrencia</category>
<description>Como montar um clube de fidelidade com uma regra só, que o cliente lembra sem explicação e que você consegue controlar sem sistema.</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Você já viu o cartãozinho de carimbo da padaria: dez cafés, o décimo é por conta da casa. Ele é feio, amassa na carteira e funciona há décadas. Agora pense no programa de pontos de alguma rede grande: pontos que valem frações de centavo, regras que mudam, prazo de validade, resgate que só funciona no app. Você provavelmente tem pontos parados em algum deles e não sabe quanto valem.</p>
<p>A diferença entre os dois não é a tecnologia. É que o primeiro tem uma regra que cabe numa frase. Clube de fidelidade bom é isso: uma regra, um prêmio, e o cliente sabe onde está sem perguntar.</p>
<h2 id="pra-que-serve-de-verdade">Pra que serve, de verdade</h2>
<p>Clube não serve pra trazer cliente novo. Cliente novo não tem motivo pra entrar num clube de um lugar que ainda não conhece. Clube serve pra <strong>fazer quem já gostou voltar mais vezes</strong> e pra <strong>lembrar de você quando ele estiver escolhendo onde pedir</strong>.</p>
<p>Isso muda o desenho: o prêmio não precisa ser grande. Precisa ser alcançável e lembrado. Um brigadeiro de cortesia a cada cinco pedidos vale mais que um bolo inteiro a cada trinta, porque o cliente chega lá.</p>
<h2 id="uma-regra-so">Uma regra só</h2>
<p>A regra do seu clube tem que caber numa frase que a pessoa do balcão diz sem pensar. Três modelos que funcionam em loja de bairro:</p>
<ol><li><strong>Por quantidade de pedidos.</strong> &quot;A cada 5 pedidos, o sexto tem um [item] por conta da casa.&quot; Simples de contar, simples de explicar. Funciona quando os pedidos têm valor parecido.</li><li><strong>Por valor acumulado.</strong> &quot;A cada R$ [valor] em pedidos, você ganha um [item].&quot; Melhor quando o valor varia muito de um pedido pro outro (uma encomenda grande vale mais que cinco cafés).</li><li><strong>Por frequência.</strong> &quot;Pediu toda semana do mês? O último pedido do mês vem com [item].&quot; Funciona pra quem quer criar hábito, como almoço de segunda a sexta.</li></ol>
<p>Escolha uma. Não combine as três. Se o cliente precisa de explicação pra entender, boa parte nem entra.</p>
<h2 id="o-premio-e-algo-que-voce-faz-bem-e-custa-pouco">O prêmio é algo que você faz bem e custa pouco</h2>
<p>O melhor prêmio é um item seu, de custo baixo e que o cliente talvez nunca tenha provado: um brigadeiro, uma porção pequena, um refresco da casa. Ele serve de amostra: o cliente ganha o brigadeiro, gosta, e passa a pedir brigadeiro. Desconto em dinheiro não faz isso; só come o seu lucro.</p>
<p>Evite prêmios que dependem de estoque incerto ou que complicam a cozinha no pico. O prêmio precisa ser tão simples de entregar quanto de prometer.</p>
<h2 id="como-controlar-sem-sistema">Como controlar sem sistema</h2>
<p>Dá pra começar hoje de três jeitos:</p>
<ul><li><strong>Cartão de carimbo físico</strong>, pra quem retira no balcão. Imprima com a sua marca, faça um carimbo. Está pronto.</li><li><strong>Lista no celular</strong> pra pedidos de entrega: um contato por cliente, com uma anotação &quot;pedidos: 3&quot;. Dá trabalho, mas funciona enquanto são dezenas de clientes, não centenas.</li><li><strong>Planilha simples</strong> com nome, telefone e contagem. Quem recebe o pedido atualiza no fim do turno.</li></ul>
<p>O limite é a memória. Passou de algumas dezenas de clientes frequentes, você começa a esquecer de anotar. E cliente que acha que tinha quatro carimbos quando você anotou dois é cliente chateado. Até lá, papel e planilha resolvem.</p>
<h2 id="diga-pro-cliente-onde-ele-esta">Diga pro cliente onde ele está</h2>
<p>Clube que o cliente não lembra não existe. Toda vez que ele pede, informe: &quot;Esse é o seu quarto pedido. No próximo tem brigadeiro.&quot; Uma frase no comprovante, uma linha na mensagem de confirmação, um bilhete na sacola.</p>
<p>Isso é o que move o quinto pedido. Não é o prêmio em si; é saber que está perto.</p>
<h2 id="quem-sumiu-merece-um-convite">Quem sumiu merece um convite</h2>
<p>O lado menos óbvio do clube é a lista que ele gera. Se você anota quem pediu e quando, você sabe quem parou de pedir. Um cliente que pedia toda semana e não aparece há um mês não precisa de promoção em massa; precisa de uma mensagem pessoal: &quot;Faz tempo que você não pede. Está tudo bem? Temos novidade no cardápio.&quot;</p>
<p>Isso é fidelidade de verdade: lembrar do cliente antes dele lembrar de você. E só é possível se o registro existir.</p>
<h2 id="o-que-nao-fazer">O que não fazer</h2>
<ul><li><strong>Mudar a regra no meio.</strong> Se precisar mudar, avise com antecedência e honre o que o cliente já acumulou.</li><li><strong>Colocar validade curta.</strong> Prêmio que expira vira frustração, e frustração anula o clube. Se precisar de validade, que seja longa e avisada.</li><li><strong>Exigir cadastro longo.</strong> Nome e telefone bastam. E na hora de anotar, diga pra que é: &quot;posso te avisar quando o brigadeiro liberar?&quot;. Quem disse sim não estranha a mensagem depois. Pedir CPF, e-mail e data de nascimento pra ganhar um brigadeiro é pedir demais, e você passa a guardar dado de cliente que não precisa guardar.</li><li><strong>Fazer clube pra parecer moderno.</strong> Se ninguém vai controlar, não comece. Clube abandonado é pior que clube nenhum.</li></ul>
<blockquote class="faca-hoje"><p><strong>Faça hoje:</strong> escreva a regra do seu clube em uma frase, com o prêmio. Leia em voz alta pra alguém da equipe e peça pra repetir. Se a pessoa repetiu certo de primeira, a regra está boa. Imprima dez cartões de carimbo com essa frase, ou crie a planilha com nome, telefone e contagem, e comece no próximo pedido.</p></blockquote>
<h2 id="como-isso-vira-sistema">Como isso vira sistema</h2>
<p>No Apol Food, Clientes e clube está no plano Profissional: guarda o histórico de cada cliente (quem comprou, quanto e quando voltou) e mostra quem sumiu e merece um convite. O clube de vantagens a gente desenha com você, a partir da regra de uma frase que você já escreveu. A regra continua sendo uma frase. O que entra e quanto custa fica combinado antes, por escrito.</p>
<p>Quer conversar sobre o clube da sua loja? Chame a gente no WhatsApp.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Taxa de entrega por região: como calcular sem perder dinheiro</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/taxa-de-entrega-por-regiao/</link>
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<pubDate>Thu, 12 Nov 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Victor Dias</dc:creator>
<category>entrega</category>
<category>taxas</category>
<category>precificacao</category>
<category>delivery</category>
<description>Um método em quatro passos pra definir a taxa de entrega por bairro usando o seu custo real, com um exemplo fictício pra mostrar a conta.</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa de entrega da sua loja provavelmente foi definida assim: você olhou quanto o concorrente cobrava, arredondou e nunca mais mexeu. Enquanto isso, a gasolina mudou, o motoboy pediu aumento, você começou a entregar num bairro mais longe porque um cliente bom pediu. A taxa continuou a mesma.</p>
<p>Taxa de entrega não é preço de venda. É você cobrando de volta o que a entrega custa. Se ela está abaixo do que a entrega custa, cada pedido entregue tira um pedaço da margem da comida (do que sobra depois de pagar o que vai no prato). Se está acima, o cliente desiste no carrinho. O caminho do meio exige fazer a conta, e a conta não é difícil.</p>
<h2 id="passo-1-saiba-quanto-custa-uma-entrega">Passo 1: saiba quanto custa uma entrega</h2>
<p>Comece pelo custo, não pelo preço. Junte tudo o que você paga pra um pedido chegar na casa do cliente:</p>
<ul><li><strong>Entregador.</strong> Se é por entrega, é fácil: o valor da corrida. Se é por turno ou fixo, divida o que você paga no mês pelo número de entregas do mês. Inclua o que vai junto no salário, como INSS e vale, se houver.</li><li><strong>Combustível e manutenção</strong>, quando a moto é sua.</li><li><strong>Embalagem de transporte.</strong> Sacola térmica, lacre, saco. Pouco por pedido, mas é por pedido.</li><li><strong>Perda.</strong> Pedido que voltou, que chegou derramado, que foi refeito. Some o que isso custou no mês e divida pelas entregas.</li></ul>
<p>O número que sai é o seu <strong>custo médio por entrega</strong>. Ele é o piso. Qualquer taxa abaixo dele é a comida pagando a corrida.</p>
<h2 id="passo-2-divida-a-cidade-em-faixas-nao-em-bairros">Passo 2: divida a cidade em faixas, não em bairros</h2>
<p>Cobrar por bairro parece justo e vira confusão: bairro grande tem ponta perto e ponta longe, e o cliente que mora na divisa discute. Faixas por distância ou pelo tempo que o entregador leva são mais simples de explicar e de aplicar.</p>
<p>Três faixas costumam bastar pra uma loja de bairro:</p>
<ol><li><strong>Perto:</strong> até onde o entregador vai e volta rápido. Aqui o custo é o mínimo.</li><li><strong>Médio:</strong> o resto da área que você atende todo dia.</li><li><strong>Longe:</strong> onde você só vai porque vale o pedido. Aqui a taxa precisa cobrir ida e volta de verdade, incluindo o tempo em que aquele entregador não está fazendo outra entrega.</li></ol>
<p>Desenhe as faixas num mapa impresso e cole na parede, do lado de quem atende. Quem atende precisa responder &quot;quanto é a entrega pra tal rua?&quot; sem pensar.</p>
<h2 id="passo-3-decida-o-que-voce-cobra-e-o-que-voce-absorve">Passo 3: decida o que você cobra e o que você absorve</h2>
<p>Agora você tem o custo por faixa. A pergunta é quanto disso vira taxa e quanto você absorve, ou seja, banca do seu bolso, pra não espantar o cliente.</p>
<p>Não existe resposta única, mas existe uma regra: <strong>a decisão de absorver tem que ser consciente e por faixa.</strong> Absorver parte da taxa na faixa perto, onde o pedido repete toda semana, pode valer. Absorver na faixa longe, onde o pedido é ocasional e caro, raramente vale.</p>
<p>E se você absorve, o custo não desaparece: ele volta no preço da comida ou sai da margem. Saiba de qual dos dois.</p>
<h2 id="um-exemplo-ficticio-pra-ver-a-conta">Um exemplo fictício, pra ver a conta</h2>
<p>A Lanchonete da Esquina é uma loja inventada, com números redondos escolhidos só pra mostrar o método. Nada aqui é dado real.</p>
<p>Ela paga R$ 8,00 por corrida ao entregador na faixa perto, R$ 12,00 na média e R$ 18,00 na longe. Gasta em média R$ 1,00 de embalagem de transporte por pedido e teve, no último mês, R$ 60,00 de perdas em 200 entregas, ou R$ 0,30 por entrega.</p>
<p>Custo por entrega, por faixa:</p>
<ul><li>Perto: 8,00 + 1,00 + 0,30 = <strong>R$ 9,30</strong></li><li>Médio: 12,00 + 1,00 + 0,30 = <strong>R$ 13,30</strong></li><li>Longe: 18,00 + 1,00 + 0,30 = <strong>R$ 19,30</strong></li></ul>
<p>Hoje a Lanchonete cobra R$ 7,00 de entrega pra todo mundo. Na faixa perto, perde R$ 2,30 por pedido. Na média, R$ 6,30. Na longe, R$ 12,30. Em 200 entregas no mês, mais ou menos um terço em cada faixa, isso dá quase R$ 1.400,00 saindo do lucro da comida sem ninguém perceber.</p>
<p>Ela decide: cobrar R$ 9,00 na faixa perto (banca R$ 0,30 porque é o cliente que volta toda semana), R$ 13,50 na média e R$ 20,00 na longe. A faixa longe sobe bastante, e tudo bem: se o cliente de lá desistir, ela deixa de perder R$ 12,30 por entrega, mas também perde o lucro do lanche, então vale conferir se o pedido de lá compensa. Se não desistir, a entrega se paga.</p>
<p>Troque os números pelos seus. A estrutura da conta é a mesma.</p>
<h2 id="passo-4-revise-quando-algo-mudar">Passo 4: revise quando algo mudar</h2>
<p>A taxa certa hoje não é a certa daqui a seis meses. Revise quando:</p>
<ul><li>o entregador mudar o valor ou o combustível subir;</li><li>você começar a atender uma área nova;</li><li>a perda por entrega subir ou cair de vez;</li><li>você notar que uma faixa concentra reclamação de &quot;demorou&quot; ou &quot;chegou frio&quot;, sinal de que o custo real dela é maior que o calculado.</li></ul>
<p>Marque uma revisão a cada três meses. Leva meia hora.</p>
<h2 id="entrega-gratis-existe">Entrega grátis existe?</h2>
<p>Existe, como promoção com regra: &quot;entrega grátis acima de tal valor&quot; ou &quot;entrega grátis na faixa perto às terças&quot;. Nos dois casos você sabe quanto está absorvendo e por quê. O que não existe é entrega grátis sem conta: aí quem paga a corrida é a sua margem, todo dia, sem você escolher.</p>
<blockquote class="faca-hoje"><p><strong>Faça hoje:</strong> pegue os pedidos entregues da última semana e, pra cada um, anote a faixa (perto, médio, longe) e quanto a entrega custou de verdade. Compare com o que você cobrou. Some as diferenças da semana e multiplique por quatro. Esse é o tamanho do furo (ou da folga) no mês. Esse número decide se a taxa muda amanhã ou se pode esperar.</p></blockquote>
<h2 id="como-isso-vira-sistema">Como isso vira sistema</h2>
<p>No Apol Food, dois módulos do plano Profissional cuidam disso. O Entregas guarda as áreas e as taxas por região e aplica a taxa certa no pedido, com o entregador marcado em cada um e o cliente avisado de &quot;saiu&quot; e &quot;entregue&quot; no WhatsApp. O Resultados mostra o custo de entrega ao lado da margem, pra você ver quando a taxa saiu do lugar. A conta de quanto cobrar continua sendo sua: o sistema aplica a regra que você definiu.</p>
<p>Quer falar sobre entregas no seu caso? Chame a gente no WhatsApp.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Fila da cozinha: tempo de preparo, prioridade e o que atrasa de verdade</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/fila-da-cozinha-tempo-de-preparo/</link>
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<pubDate>Tue, 10 Nov 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Victor Dias</dc:creator>
<category>cozinha</category>
<category>pedidos</category>
<category>operacao</category>
<description>Como organizar a fila da cozinha pra que o pedido ande sozinho, com prazo visível, ordem clara e menos gente perguntando.</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O pedido atrasou. Você pergunta por quê e cada pessoa da cozinha dá uma resposta diferente: faltou pão, o forno estava cheio, achei que o outro era antes, ninguém me avisou que tinha saído. Todas verdadeiras, nenhuma resolve. No dia seguinte atrasa de novo, por outro motivo igualmente verdadeiro.</p>
<p>Cozinha não atrasa por falta de esforço. Atrasa por falta de fila. Quando ninguém sabe exatamente qual é o próximo pedido, quanto tempo ele tem e quem está com ele, cada pessoa decide sozinha, e as decisões não combinam.</p>
<p>Este texto é sobre montar essa fila. Serve pra quem tem um quadro branco e pra quem tem um painel na TV.</p>
<h2 id="todo-pedido-tem-hora-de-entrada-e-prazo">Todo pedido tem hora de entrada e prazo</h2>
<p>A primeira coisa que a fila precisa mostrar não é o que o cliente pediu. É <strong>quando ele pediu</strong> e <strong>até quando precisa sair</strong>. Sem isso, a cozinha prioriza o que é mais fácil ou o que está mais perto, não o que está mais atrasado.</p>
<p>Defina um prazo padrão de saída da cozinha pro seu tipo de comida. Não precisa ser exato no começo; precisa existir. Depois ajuste pelo que acontece de verdade.</p>
<p>Com o prazo definido, cada pedido tem três situações que dá pra ver de longe:</p>
<ul><li><strong>Dentro do prazo:</strong> segue normal.</li><li><strong>Perto de estourar:</strong> alguém olha agora.</li><li><strong>Estourou:</strong> vira prioridade e alguém avisa o cliente.</li></ul>
<p>No quadro branco, isso é escrever a hora de entrada ao lado do número e riscar com cor diferente quando passa. Em sistema, é a cor do pedido mudando sozinha na tela. O princípio é o mesmo: o atraso aparece antes de alguém reclamar.</p>
<h2 id="ordem-e-por-chegada-exceto-quando-nao-e">Ordem é por chegada, exceto quando não é</h2>
<p>A regra padrão é simples: quem chegou primeiro sai primeiro. Ela só funciona se a fila estiver visível pra todo mundo, na ordem, sem precisar perguntar.</p>
<p>Mas tem exceções que valem combinar antes do pico, e não durante:</p>
<ol><li><strong>Pedidos agrupados por entregador.</strong> Se dois pedidos vão pro mesmo bairro e saem juntos, faz sentido terminar os dois perto um do outro, mesmo que um tenha chegado depois.</li><li><strong>Preparo longo entra antes.</strong> Um item que leva o dobro do tempo começa primeiro, pra sair junto com o resto do pedido. Isso é regra de montagem, não de fila: o pedido continua na posição dele, mas o item lento começa cedo.</li><li><strong>Retirada no balcão com cliente esperando.</strong> Cliente em pé olhando pra você tem urgência diferente de pedido que vai pra entrega. Combine se isso dá prioridade ou não, e aplique sempre igual.</li></ol>
<p>O que não pode: alguém furar a fila porque o cliente é conhecido, porque ligou reclamando ou porque o pedido é grande. Cada exceção improvisada atrasa todos os outros e ninguém entende por quê.</p>
<h2 id="quem-esta-com-o-pedido">Quem está com o pedido</h2>
<p>Pedido parado é pedido sem dono. Na fila, cada pedido em preparo tem um nome ao lado. Se tem duas pessoas na cozinha, duas iniciais no quadro resolvem. A pergunta &quot;quem está fazendo o 52?&quot; desaparece.</p>
<p>Isso também acaba com o pedido feito duas vezes, que acontece mais do que a gente admite: duas pessoas pegam o mesmo papel porque nenhuma marcou.</p>
<h2 id="o-que-atrasa-de-verdade">O que atrasa de verdade</h2>
<p>Depois de uma semana olhando a fila, você vai perceber que o atraso quase nunca é o preparo em si. É o que acontece em volta:</p>
<ul><li><strong>Falta de insumo descoberta na hora.</strong> O pedido entra, começa, e aí descobrem que acabou o pão. Conferir o que está acabando antes de abrir evita boa parte disso.</li><li><strong>Embalagem.</strong> Comida pronta esperando quem embale é atraso invisível, porque &quot;a cozinha já terminou&quot;. Embalar é parte do preparo. Entra no prazo.</li><li><strong>Espera do entregador.</strong> Pedido pronto na bancada esfriando porque o motoboy ainda não voltou. Isso não é problema da cozinha, mas aparece pro cliente como atraso. Vale medir separado.</li><li><strong>Pergunta.</strong> Cada vez que alguém para pra perguntar &quot;esse é com ou sem cebola?&quot; a fila para junto. Pedido mal anotado é a maior fonte de pergunta. Se o pedido chega completo e legível, a cozinha não pergunta.</li><li><strong>Pico sem combinado.</strong> O horário de pico é previsível. Se todo dia às 20h a fila estoura, o caminho não é correr mais às 20h; é adiantar o que dá pra adiantar às 19h.</li></ul>
<p>Anote por uma semana o motivo de cada pedido que estourou o prazo. Não pra culpar ninguém: pra ver qual motivo se repete. Quase sempre é o mesmo motivo se repetindo. E esse dá pra resolver.</p>
<h2 id="painel-visivel-e-melhor-que-papel-na-mao">Painel visível é melhor que papel na mão</h2>
<p>Comanda na mão de cada um funciona com uma pessoa. Com duas ou mais, a fila precisa estar num lugar que todo mundo vê sem se mexer: quadro na parede, tablet apoiado, TV na cozinha. Se pra saber o próximo pedido alguém precisa andar até a impressora ou abrir o celular, a fila já falhou.</p>
<blockquote class="faca-hoje"><p><strong>Faça hoje:</strong> desenhe no quadro branco (ou num papel grande colado na parede) quatro colunas: Recebido, Preparando, Pronto, Saiu. Cada pedido vira um post-it com número e hora de entrada. Quem pega o pedido escreve a inicial no post-it e move pra &quot;Preparando&quot;. Decida um prazo de saída e marque com caneta vermelha o que passou. Em uma semana, você vai saber onde está o gargalo, e provavelmente não é onde você imagina.</p></blockquote>
<h2 id="como-isso-vira-sistema">Como isso vira sistema</h2>
<p>No Apol Food, o módulo Pedidos é essa fila: os pedidos do seu cardápio online, do WhatsApp e do balcão lançados pela equipe entram numa lista só, cada pedido conta o tempo desde que chegou e muda de cor conforme um prazo padrão, ajustável pra sua loja. Os pedidos dos aplicativos de entrega só entram pelo módulo Integrações, do plano Completo, e depois da homologação com cada plataforma. Quem atende vê a lista; quem prepara vê o quadro, que pode ir pra TV da cozinha. O pedido que está atrasando aparece sem ninguém precisar perguntar. Mas a fila só funciona se as regras de prioridade e o prazo forem seus, pensados antes. O sistema aplica; quem decide é você.</p>
<p>Se você quer essa fila na sua cozinha, com os pedidos do seu cardápio já entrando nela, contrate pelo site.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Pedido pelo WhatsApp sem virar bagunça</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/pedido-pelo-whatsapp-sem-bagunca/</link>
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<pubDate>Sat, 07 Nov 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Victor Dias</dc:creator>
<category>whatsapp</category>
<category>pedidos</category>
<category>atendimento</category>
<description>Um jeito de receber pedido no WhatsApp com mensagem padrão, confirmação por escrito e um lugar só pra anotar, antes de qualquer sistema.</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta à noite. Três conversas abertas, uma pessoa pergunta se tem calabresa, outra mandou o endereço sem o número, a terceira já pagou o Pix e você não lembra se o pedido dela era com ou sem cebola. O motoboy está na porta esperando saber pra onde vai. Alguém da cozinha grita perguntando &quot;o do Rodrigo é o de frango?&quot;.</p>
<p>Pra muita loja de bairro, o WhatsApp é onde a venda acontece. O aplicativo é de graça, o cliente já usa e a conversa é pessoal. O problema não é o WhatsApp. O problema é tratar conversa como se fosse pedido. Conversa é solta; pedido precisa ter começo, meio e fim.</p>
<p>Dá pra arrumar isso hoje, com o celular que você já tem.</p>
<h2 id="separe-conversa-de-pedido">Separe conversa de pedido</h2>
<p>Toda mensagem que chega é uma conversa. Ela só vira pedido quando tem quatro coisas por escrito: <strong>o que</strong>, <strong>quanto</strong>, <strong>pra onde</strong> (ou retirada) e <strong>como paga</strong>. Enquanto faltar uma, é conversa. Quando as quatro estão lá, é pedido, e pedido vai pra fila da cozinha.</p>
<p>Essa separação simples resolve boa parte da bagunça. Você para de mandar pra cozinha o &quot;acho que ele quer dois&quot; e começa a mandar só o que está confirmado.</p>
<h2 id="tenha-uma-mensagem-padrao-de-abertura">Tenha uma mensagem padrão de abertura</h2>
<p>Quando o cliente manda &quot;oi&quot;, responda sempre com a mesma mensagem, salva como resposta rápida no WhatsApp Business. Ela faz três coisas: mostra o cardápio, diz como pedir e informa o prazo de entrega de hoje.</p>
<p>Um exemplo que você adapta:</p>
<p>&quot;Oi! Aqui é da [sua loja]. O cardápio de hoje está neste link: [link]. Pra pedir, me manda os itens, o endereço com número e como vai pagar (Pix, cartão na entrega ou dinheiro). Hoje a entrega está saindo em cerca de [tempo].&quot;</p>
<p>Com isso, o cliente já responde completo na maior parte das vezes. Você corta várias idas e voltas por pedido. E o link do cardápio tira de você a obrigação de responder &quot;quanto é o combo&quot; a noite inteira.</p>
<p>Se você não tem um link de cardápio, uma foto nítida do cardápio impresso serve pra começar. Só mantenha atualizada: cardápio com preço velho é briga certa na hora de pagar.</p>
<h2 id="confirme-por-escrito-sempre">Confirme por escrito, sempre</h2>
<p>Antes de mandar pra cozinha, repita o pedido pro cliente numa mensagem só:</p>
<p>&quot;Confirmando: 1 pizza grande meia calabresa, meia mussarela, sem cebola. 1 guaraná 2 L. Entrega na Rua das Flores, 123, apto 41. Pagamento no Pix. Fica R$ [valor]. Posso mandar pra cozinha?&quot;</p>
<p>Parece perda de tempo. É o oposto. Essa mensagem acaba com o &quot;mas eu pedi sem cebola&quot;, protege você na hora de cobrar e deixa registrado o endereço certo pro motoboy. Quando der problema, você tem a conversa.</p>
<p>E só depois do &quot;pode&quot; do cliente é que o pedido anda.</p>
<h2 id="um-lugar-so-pra-anotar">Um lugar só pra anotar</h2>
<p>Um erro comum é a cozinha trabalhar olhando o WhatsApp. Não funciona: a conversa rola, a mensagem some pra cima, alguém responde outro cliente no meio.</p>
<p>Tire o pedido do WhatsApp e coloque num lugar fixo, na ordem de chegada. Pode ser:</p>
<ul><li>Um bloco de comanda numerado, com cópia pra cozinha e cópia pra quem embala.</li><li>Um quadro branco com colunas: recebido, preparando, pronto, saiu.</li><li>Uma planilha simples no tablet, se a equipe se dá bem com tela.</li></ul>
<p>O importante é que <strong>todo pedido vire um número</strong>. &quot;O do Rodrigo&quot; vira &quot;o 47&quot;. Ninguém mais pergunta de quem é; pergunta qual número está pronto. E o número vai na sacola, no comprovante e na mensagem de &quot;saiu pra entrega&quot;.</p>
<h2 id="avise-o-cliente-nas-etapas-que-importam">Avise o cliente nas etapas que importam</h2>
<p>O cliente que não recebe notícia manda mensagem perguntando. Cada &quot;e aí, já saiu?&quot; é uma interrupção que você poderia ter evitado com duas mensagens padrão:</p>
<ul><li>Quando o pedido entra na cozinha: &quot;Seu pedido 47 está sendo preparado. Previsão de saída: [horário].&quot;</li><li>Quando sai pra entrega: &quot;Saiu! O entregador deve chegar em cerca de [tempo].&quot;</li></ul>
<p>Duas mensagens, salvas como resposta rápida, com o número trocado. O cliente fica tranquilo e você fica em paz.</p>
<h2 id="quem-atende-nao-cozinha">Quem atende não cozinha</h2>
<p>Na hora do pico, uma pessoa cuida do WhatsApp e só do WhatsApp. Ela recebe, confirma, anota e avisa. Se a mesma pessoa cozinha, embala e responde, alguma das três sai errada. E a resposta é a que o cliente percebe primeiro.</p>
<p>Se a equipe é você e mais uma pessoa, defina: quem está na chapa não pega o celular. Combinem um sinal simples pra chamar quando tiver pedido novo.</p>
<blockquote class="faca-hoje"><p><strong>Faça hoje:</strong> salve três respostas rápidas no WhatsApp Business: a de abertura (com link ou foto do cardápio), a de confirmação (com os quatro itens: o que, quanto, pra onde, como paga) e a de &quot;saiu pra entrega&quot;. Numere os pedidos a partir de agora, num bloco ou num quadro. Na próxima sexta, compare o número de mensagens por pedido com o de hoje.</p></blockquote>
<h2 id="como-isso-vira-sistema">Como isso vira sistema</h2>
<p>No Apol Food, o cliente pede pelo link do seu cardápio e o pedido já chega completo na fila, com número, itens, endereço e a forma de pagamento que ele escolheu, sem ninguém da loja digitar. O pagamento continua como hoje: Pix, cartão na entrega ou dinheiro. A confirmação já vem pronta no próprio pedido, sem redigitar. Os avisos de etapa continuam sendo mensagens suas, só que com o número e o andamento na tela, em vez de na cabeça de alguém. O módulo Atendimento, do plano Profissional, junta as conversas do WhatsApp numa central: cada conversa tem alguém responsável e o que está sem resposta aparece primeiro. Ele usa a API oficial do WhatsApp. A Meta cobra pelo uso, e o teto é combinado com você antes.</p>
<p>Quer ver como ficaria no seu caso? Chama a gente no WhatsApp. Quem responde é gente, não robô.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>Quanto do seu pedido fica com o marketplace, e quando faz sentido ter canal próprio</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/quanto-do-pedido-fica-com-o-marketplace/</link>
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<pubDate>Thu, 05 Nov 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Victor Dias</dc:creator>
<category>marketplace</category>
<category>taxas</category>
<category>canal-proprio</category>
<category>delivery</category>
<description>As taxas públicas de iFood e 99Food, lidas nas páginas deles, e uma conta simples pra decidir se vale ter um canal que é seu.</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Você vende um pedido de R$ 50,00 no aplicativo de entrega e, no fim do mês, olha o repasse e não bate. Entre comissão, taxa de pagamento e mensalidade, uma parte do pedido ficou no caminho. Isso não é segredo nem golpe: está escrito nas páginas dos próprios aplicativos (os marketplaces, como iFood e 99Food). O problema é que quase ninguém lê, e menos gente ainda faz a conta por pedido.</p>
<p>Este texto faz as duas coisas: mostra o que cada aplicativo publicava na data da consulta e ajuda você a decidir se, no seu caso, vale ter um canal próprio ao lado deles: um cardápio no seu link, onde o cliente pede direto com você. Não é &quot;saia do iFood&quot;. Pra maioria dos restaurantes de bairro, o aplicativo traz cliente novo que não chegaria sozinho. A pergunta é outra: o que fazer com o cliente depois que ele chegou.</p>
<h2 id="o-que-o-ifood-publica">O que o iFood publica</h2>
<p>Na página pública de planos do iFood, lida em 31/10/2026 (<a href="https://parceiros.ifood.com.br/restaurante" target="_blank" rel="noopener noreferrer">parceiros.ifood.com.br/restaurante</a>), aparecem dois planos:</p>
<ul><li><strong>Básico:</strong> 12% de comissão sobre pedidos de delivery, 3,2% de taxa para pedidos pagos pelo iFood e mensalidade de R$ 110,00, cobrada quando o faturamento no app passa de R$ 1.800,00 no mês. A entrega é feita pela sua loja.</li><li><strong>Entrega:</strong> 23% de comissão sobre pedidos de delivery, a mesma taxa de 3,2% para pagamento pelo app e mensalidade de R$ 150,00, com a mesma condição de faturamento. A entrega é feita por parceiros do iFood, e a página pede pra verificar a disponibilidade na sua região.</li></ul>
<p>A página também anuncia mensalidades grátis para novos cadastros com CNPJ ativo. Promoção muda; o que vale é o contrato que você assina. Esses números podem ter mudado desde a data da consulta, então confira na página antes de decidir.</p>
<h2 id="o-que-a-99food-publica">O que a 99Food publica</h2>
<p>A central de ajuda da 99Food, lida em 31/10/2026 (<a href="https://99app.com/ajuda/99food/quais-taxas-a-plataforma-cobra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">99app.com/ajuda/99food/quais-taxas-a-plataforma-cobra</a>), não traz percentuais. Ela lista os tipos de cobrança: comissão sobre pedidos, mensalidade, taxa de processamento do pagamento e, no plano com entrega pelo app, taxa de entrega por distância. Na mesma página há uma oferta de 12 meses sem comissão e sem mensalidade para quem assinar contrato &quot;até o final do ano&quot; (a página, com última atualização em 01/07/2025, não diz qual ano), com a condição de manter o preço do app igual ao preço de balcão e oferecer entrega grátis nos dois primeiros pedidos de cliente novo.</p>
<p>Ou seja: a isenção existe, mas tem prazo e tem condições que mexem na sua margem de outro jeito. Leia o contrato.</p>
<h2 id="e-a-keeta">E a Keeta?</h2>
<p>Em 31/10/2026 não encontramos página pública da Keeta com tabela de comissão para restaurantes no Brasil. Se você for conversar com eles, peça a proposta por escrito, com percentual, taxa de pagamento, mensalidade e prazo de repasse, e guarde o documento.</p>
<h2 id="a-conta-que-importa-e-por-pedido">A conta que importa é por pedido</h2>
<p>Percentual engana. Faça a conta em reais, com um pedido típico seu. Abaixo, um exemplo <strong>inteiramente fictício</strong>, com números redondos só pra mostrar o método:</p>
<p>Imagine a Cantina da Rua Nove (restaurante inventado) vendendo uma marmita de R$ 40,00 num plano que cobra 12% de comissão e 3,2% de taxa de pagamento quando o cliente paga pelo app, os números do plano Básico do iFood citados acima:</p>
<ul><li>Comissão: R$ 4,80</li><li>Taxa de pagamento: R$ 1,28</li><li>Fica pra loja antes da mensalidade (e antes de comida, embalagem e entrega): R$ 33,92</li></ul>
<p>Se a Cantina vende 300 marmitas no mês por esse canal, todas pagas pelo app, são R$ 1.824,00 que ficam no aplicativo. Como o faturamento passou de R$ 1.800,00, entra a mensalidade de R$ 110,00: R$ 1.934,00 no total. Esse é o preço que você paga pelo cliente que o app trouxe. Pra um cliente novo, pode valer cada centavo. Pra um cliente que já pede toda semana e pediria pelo WhatsApp se tivesse um link decente, é comissão paga à toa.</p>
<p>Faça essa conta com os seus números e com as taxas da página do aplicativo que você usa. Ela vai dizer mais que qualquer artigo.</p>
<h2 id="quando-o-canal-proprio-faz-sentido">Quando o canal próprio faz sentido</h2>
<p>Canal próprio é um cardápio no seu link, com a sua marca, onde o cliente pede e você recebe o pedido sem ninguém no meio. Ele faz sentido quando pelo menos duas destas forem verdade:</p>
<ol><li><strong>Você já tem clientes que repetem.</strong> O aplicativo é bom pra achar gente nova. O canal próprio é pra quem já te conhece e voltaria de qualquer jeito.</li><li><strong>Você faz a própria entrega</strong> (ou tem motoboy combinado). Sem isso, você depende da entrega do app e o canal próprio fica só pra retirada.</li><li><strong>Você tem como lembrar o cliente que você existe.</strong> Instagram, WhatsApp, cartão dentro da sacola. Canal próprio sem divulgação é um link que ninguém abre.</li><li><strong>Sua margem é apertada.</strong> Quanto menor a margem, mais cada ponto percentual de comissão pesa.</li></ol>
<p>E quando <strong>não</strong> faz sentido ainda: se você abriu há pouco tempo, não tem cliente recorrente e precisa de volume. Nesse caso o aplicativo é o canal certo e o canal próprio pode esperar alguns meses.</p>
<p>O que costuma funcionar melhor pra loja de bairro são as duas coisas ao mesmo tempo: aplicativo pra chegar cliente novo, canal próprio pra ficar com o cliente que voltou. Cada pedido que sai do app e entra pelo seu link deixa de pagar comissão. O canal próprio tem custo, mas é um custo que você conhece antes.</p>
<blockquote class="faca-hoje"><p><strong>Faça hoje:</strong> coloque dentro de cada sacola que sai pelo aplicativo um cartão pequeno com o seu WhatsApp e uma frase: &quot;Da próxima vez, peça direto com a gente&quot;. Sem cupom, sem promessa. Em duas semanas, conte quantos mandaram mensagem citando o cartão. Esse número diz se o seu canal próprio já tem demanda.</p></blockquote>
<h2 id="como-isso-vira-sistema">Como isso vira sistema</h2>
<p>No Apol Food, o Catálogo e o App do cliente são o seu canal próprio: cardápio com os seus produtos, que o cliente instala pelo navegador, sem loja de aplicativos, com o pedido caindo direto na sua fila. A mensalidade é a do plano escolhido, a partir de R$ 197, mais R$ 97 por filial. Não tem comissão da Apol por pedido. Trazer os pedidos dos aplicativos pra essa mesma fila é o trabalho do módulo Integrações. Ele está no plano Completo e só entra depois que cada plataforma aprova a conexão (a homologação). Hoje não está no ar, e não prometemos data.</p>
<p>Se você quer um canal que é seu ao lado do aplicativo, veja o plano e contrate aqui no site.</p>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title>O cardápio que vende sozinho: fotos, nomes e combinações</title>
<link>https://food.apoldesign.com.br/blog/o-cardapio-que-vende-sozinho/</link>
<guid isPermaLink="true">https://food.apoldesign.com.br/blog/o-cardapio-que-vende-sozinho/</guid>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
<dc:creator>Victor Dias</dc:creator>
<category>cardapio</category>
<category>fotos</category>
<category>delivery</category>
<description>Como montar um cardápio de delivery que o cliente entende em dez segundos e pede sem mandar mensagem perguntando.</description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O cliente abre o seu cardápio no celular, rola a tela duas vezes e fecha. Não foi o preço. Foi que ele não entendeu o que estava comprando, ou não achou o que queria, ou achou e ficou na dúvida se vinha com batata. Aí ele manda &quot;oi, tem combo?&quot; no WhatsApp e você perde dez minutos respondendo o que o cardápio devia ter dito.</p>
<p>Um cardápio bom faz o trabalho do atendente. Ele responde as perguntas antes de o cliente pensar nelas. E isso não depende de sistema: depende de três decisões que você toma hoje, com o cardápio que já tem.</p>
<h2 id="foto-e-o-que-decide-a-compra">Foto é o que decide a compra</h2>
<p>Em delivery, a foto faz o papel da vitrine, do cheiro e do garçom. O cliente não prova nada antes de pagar. Ele compra a imagem.</p>
<p>Isso não quer dizer contratar fotógrafo pra tudo. Quer dizer o seguinte:</p>
<ul><li><strong>Mesma luz, mesmo fundo, mesmo ângulo em todas as fotos.</strong> Um cardápio com vinte fotos de vinte lugares diferentes parece bagunçado, mesmo que cada foto seja boa. Escolha um canto da cozinha perto da janela, um fundo neutro e fotografe tudo ali, no mesmo horário do dia.</li><li><strong>Prato montado do jeito que vai sair.</strong> Foto de uma versão caprichada que o cliente nunca recebe gera reclamação, e reclamação em delivery vira nota baixa.</li><li><strong>Celular serve.</strong> Limpe a lente, não use zoom, chegue perto. Fotografe de cima pra pratos abertos (pizza, açaí, salada) e de lado, levemente de cima, pra coisas com altura (hambúrguer, bolo, sanduíche).</li><li><strong>Sem foto é melhor que foto ruim.</strong> Se um item não fotografou bem, deixe sem foto até conseguir uma decente. Foto escura ou tremida derruba a confiança no cardápio inteiro.</li></ul>
<h2 id="o-nome-diz-o-que-e-a-descricao-diz-o-que-vem">O nome diz o que é; a descrição diz o que vem</h2>
<p>Nomes criativos são ótimos pra marca e péssimos pra venda quando ficam sozinhos. Pense num lanche inventado, o &quot;Furacão da Casa&quot;. Sozinho, o nome não diz nada. &quot;Furacão da Casa: dois hambúrgueres de 120 g, cheddar, bacon e cebola caramelizada&quot; diz tudo.</p>
<p>A regra é simples: <strong>o nome pode ser criativo, mas a descrição é literal.</strong> Liste o que vem, nessa ordem:</p>
<ol><li>A base (o pão, a massa, o arroz, a massa do bolo).</li><li>A proteína ou o recheio principal.</li><li>Os complementos.</li><li>O que acompanha e o que não acompanha. &quot;Não acompanha batata&quot; evita a pergunta mais comum do delivery.</li></ol>
<p>Peso e tamanho entram quando o cliente não consegue imaginar. &quot;Porção de batata&quot; não diz se serve uma ou quatro pessoas. &quot;Porção de batata (serve 2)&quot; diz.</p>
<p>E escreva como você fala no balcão. Se você diria &quot;vem bem recheado&quot;, pode escrever &quot;vem bem recheado&quot;. O cliente que está decidindo o jantar não quer ler cardápio de restaurante estrelado.</p>
<h2 id="combinacao-e-onde-o-pedido-fica-maior">Combinação é onde o pedido fica maior</h2>
<p>Quem pede um hambúrguer quase sempre quer uma bebida. Quem pede um bolo pra festa muitas vezes quer docinhos. Se o cardápio não oferece a combinação, o cliente ou pede só o principal, ou vai fazer a conta sozinho e desiste.</p>
<p>Três jeitos de montar combinação sem complicar:</p>
<ul><li><strong>Combo fechado.</strong> Principal + acompanhamento + bebida, com um nome e um preço. É o mais fácil de pedir e o mais fácil de preparar, porque a cozinha já sabe o que vem.</li><li><strong>Complemento opcional.</strong> &quot;Adicionar bacon&quot;, &quot;trocar por pão integral&quot;, &quot;borda recheada&quot;. Cada complemento com preço claro. Limite a cinco ou seis opções por item; mais que isso, o cliente trava.</li><li><strong>Sugestão no fim do pedido.</strong> Antes de fechar, uma pergunta: &quot;Vai uma sobremesa?&quot;. Quem atende no WhatsApp pode fazer isso hoje, sem sistema nenhum.</li></ul>
<p>Cuidado com o excesso. Cardápio enorme não vende mais. Na prática costuma vender menos: o cliente cansa de escolher e a cozinha erra mais. Se um item saiu pouco nos últimos dois meses, tire. Dá pra voltar depois.</p>
<h2 id="horario-disponibilidade-e-o-que-esgotou">Horário, disponibilidade e o que esgotou</h2>
<p>Nada irrita mais que pedir e receber &quot;esse acabou&quot; vinte minutos depois. Cardápio bom mostra só o que você consegue entregar agora.</p>
<ul><li>Itens de almoço aparecem no almoço; itens de noite, à noite.</li><li>O que acabou sai do ar na hora, não no fim do turno.</li><li>Encomenda com prazo (bolo, marmita de festa) fica numa seção separada, com o prazo escrito.</li></ul>
<p>Isso parece detalhe, mas é o que separa um cardápio em que o cliente confia de um em que ele sempre manda mensagem antes pra confirmar.</p>
<blockquote class="faca-hoje"><p><strong>Faça hoje:</strong> pegue o seu cardápio atual e marque cada item em uma de três colunas: &quot;o cliente entende sozinho&quot;, &quot;o cliente costuma perguntar algo&quot; e &quot;quase nunca sai&quot;. Na segunda coluna, reescreva a descrição respondendo a pergunta que ele faz. Na terceira, tire do cardápio por um mês e veja se alguém sente falta. No fim, você tem um cardápio mais curto, mais claro e que gera menos mensagem.</p></blockquote>
<h2 id="como-isso-vira-sistema">Como isso vira sistema</h2>
<p>No Apol Food, o Catálogo é esse cardápio: foto, descrição, complementos com preço e horário, num link que abre no celular do cliente. O cliente pode salvar esse link como app no celular, sem loja de aplicativos, e o pedido chega na fila da cozinha sem ninguém digitar de novo. Mas o trabalho de pensar o cardápio é seu, e vale a pena fazer antes de qualquer sistema: um cardápio confuso continua confuso em qualquer tela.</p>
<p>Se você quer que o seu cardápio trabalhe assim, sem pagar comissão por pedido à Apol, a contratação é pelo site, e a mensalidade é a do plano, a partir de R$ 197.</p>]]></content:encoded>
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